Celebração da Renovação das Promessas do Batismo

"Vocês iniciam vida nova, vida de preparação para a Primeira Eucaristia. A primeira de uma vivência de Igreja e, no Evangelho de hoje, Jesus Cristo envia seus discípulos... ide e ensinai!

E, hoje, envia vocês, meninas e meninos, para esta missão. E, também, pais e padrinhos abraçando junto com eles essa missão.

Pelo Batismo nos tornamos Igreja, nos tornamos o Cristo caminhando neste mundo, resgatando os caídos. Vimos que Deus criou todas as coisas e viu que era bom... as criou para nossa felicidade. Nós fomos criados por Deus para sermos felizes e, também, livres. Podemos escolher o caminho do seu Reino, o caminho do amor... somos criaturas do amor, o amor de Deus.

Mas, essa liberdade nos leva a buscar outros caminhos: o caminho do egoísmo, da mentira, do pecado, que destrói. E, muitas vezes, achamos que estamos fazerdo certo, mas pensando somente em nós.

Essa liberdade que Cristo nos deixou acontece quando saímos de nós em busca do nosso irmão. Somos felizes quando fizemos aquelas pessoas que Deus colocou no nosso caminho.

Ensinai e pregai essa Boa Nova, essa notícia do amor... às vezes, olhamos o mundo e achamos que tudo está perdido. O bem vai vencer! Vocês estão sendo enviados para pregar o Evangelho de Cristo a todas as criaturas. A Palavra de Deus que é o próprio Cristo Jesus, que está na Sagrada Escritura, tem que se encarnar em nós... se tornar carne em nós... pais e padrinhos.

Sejamos o Evangelho vivo de Cristo através de nossa maneira de viver. Devemos ser instrumentos de mudança deste mundo para que seja o Reino de Deus iniciando com nossa passagem rápida neste mundo, através de nossas ações.

Sejam o instrumento de Cristo Jesus!

O cristão, o batizado, é visto caminhando, hoje, no mundo. Que vocês sejam Cristo caminhando no mundo.

Deus seja louvado!" Trecho da Homilia do Diácono Antônio Cardoso na Celebração da Renovação das Promessas do Batismo realizada na Igreja Matriz da Paróquia, no dia 21 de julho, com a participação de 44 crismandos.

Celebração da Luz

1. No princípio Deus criou o céu e a terra. Mas a terra estava sem forma e vazia. As trevas cobriam o abismo e um vento impetuoso soprava sobre as águas... E Deus disse: “Que exista a luz”. E a luz começou a existir. E Deus separou a luz das trevas. A luz Deus chamou de “dia” e as trevas de “noite”. Este foi o primeiro dia da criação.

2. E Deus disse: “que exista um firmamento no meio das águas para separar águas de águas”. Deus chamou o firmamento de “céu”. Este foi o segundo dia da criação.

3. E Deus disse: “Que as águas que estão debaixo do céu se ajuntem num só lugar e apareça o chão seco”. E assim se fez. E Deus chamou o chão seco de “terra” e ao conjunto das águas de “mar”. E Deus disse: “vou fazer que a terra produza relva e ervas, que produzam sementes e árvores que deem frutos que contenham sementes cada uma segundo sua espécie” e assim se fez. Este foi o terceiro dia.

4. E Deus disse: “Que existam luzeiros no firmamento do céu, para separar o dia da noite e marcar festas, dias e anos”. E Deus fez os dois grandes luzeiros: o sol e a lua. O luzeiro maior para regular o dia e o luzeiro menor para regular a noite e as estrelas. Este foi o quarto dia da criação.

5. E Deus disse: “Que as águas fiquem cheias de seres vivos e os pássaros voem sobre a terra, sob o firmamento do céu”. E Deus fez peixes e a vez de toda espécie. Este foi o quinto dia da criação.

6. E Deus disse: “Que a terra produza seres vivos conforme a espécie de cada um: animais domésticos e selvagens, segundo suas espécies, e todos os répteis”. Então Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele domine os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos e todas as feras e todos répteis que rastejam sobre a terra”. E Deus criou o homem à sua imagem; a imagem de Deus Ele o criou; e os criou homem e mulher. E Deus os abençoou e lhes disse: “sejam fecundos, multipliquem-se, encham e submetam a terra”. E Deus viu que tudo o que havia feito era muito bom. Este foi o sexto dia da criação.

7. No sétimo dia, Deus terminou todo seu trabalho e descansou. Deus então abençoou e santificou o sétimo dia. Foi o sétimo dia da criação.

“Deus quis partilhar sua felicidade! Por isso, criou este mundo e lhe deu a possibilidade de evoluir”.

O Amor de Deus na criação é sufocado pelo egoísmo do homem. É a história do pecado na história dos homens, na nossa história.

O homem por sua vez recebeu poderes superiores a qualquer outro ser vivente, mas era sua a capacidade e a tarefa de cuidar e transformar o mundo. No entanto, muitas vezes o homem destrói o que Deus lhe deu e inventa outra e contrária narrativa para a criação do mundo.

Agora não o mundo de Deus, mas o seu próprio “mundinho”, imaginando que isto pode vir a ser bom. Escutemos atentamente o que nós, homens, podemos fazer quando pensamos apenas no nosso bem e esquecemos daquilo ou de quem está ao nosso redor.

Mergulhemos nesta realidade do pecado que destrói e sufoca o Amor de Deus.

Perto do fim dos tempos, o homem quis viver só, longe do Deus que o criou. Assumiu-se como absoluto e senhor de toda a terra. A terra era bela e fértil, a luz brilhava nas montanhas e nos mares. A terra estava cheia de vida, o azul do céu resplandecia e o ar era puro.

1. Disse então o Homem: “Dividamos o céu e a terra... Que alguns homens possuam todo poder sobre o céu e outros sobre a terra. Que a ganância de possuir mais, dê origem à discórdia e assim o sangue humano seja derramado sobre a terra”. E assim foi! E o homem imaginou que isto seria bom.  Foi a primeira noite antes do fim.

2. O Homem disse: “Tomemos o céu, que ele seja cinzento, cheio de fumaça e gases venenosos e que o ar seja poluído”. E assim se fez! O homem achou que assim era melhor. As pessoas então começaram a usar máscaras. Foi a segunda noite antes do fim.

3. O Homem disse: “Que as águas sobre a face da terra se encham de navios, de produtos químicos e de lixo das cidades. Que naveguem nas águas, no fundo dos oceanos, submarinos atômicos, capazes de poluir povos sobre a terra. E o homem afirmou, acabemos com o verde das florestas, coloquem os em seu lugar plantas que deem mais lucro, prédios que acumulem riquezas e asfaltos para que não nasçam mais plantas”. E assim se fez! Os homens ficaram encantados com os avanços conquistador. Foi a terceira noite antes do fim.

4. O Homem disse: “Não nos importemos mais com o sol, com as estrelas e que a lua perca o seu encanto. Façamos nós mesmos os nossos luzeiros, e que sejam coloridos para que brilhem nas noites de nossas cidades. E que bombas sejam lançadas ao céu para fazer o mesmo clarão das noites de tempestades”. E assim se fez! O homem abafou o encanto da luz e das estrelas, e no seu lugar, colocou satélites espiões. O homem viu tudo o que havia feito orgulhoso da sua façanha. Esta foi a quarta noite antes do fim.

5. O Homem disse: “Tomemos todos os peixes das águas e os animais das florestas. Que a pesca seja permitida em todos os tempos, por esporte, necessidade ou crueldade. Joguemos petróleo e veneno ao mar, para que assim os peixes morram envenenados e as parias fiquem mal cheirosas e poluídas”. E disse ainda mais: “Criemos um esporte entre os homens para que possam matar as aves do céu, e que seja o vencedor, aquele mais conseguir abater!” E assim se fez! O Homem viu que era melhor. Foi a quinta noite antes do fim.

6. Disse o Homem: “Cacemos à vontade os animais das florestas, façamos tapetes, calçados e roupas com suas peles. E aqueles que ainda sobrarem, sejam trancados, domesticados e sirvam de lazer e experiência de laboratórios!” E, por fim, gritou sem pudor: “Façamos um grande deus à nossa imagem e semelhança! Que ele abençoe tudo o que nós fizermos, esteja a serviço de nossas ideologias e projetos, sirva de acomodação para os pobres e marginalizados. E que este deus se multiplique entre os homens, tomando várias formas na vida das pessoas. Que cada um possua o seu próprio deus, seja o deus do lucro e da ganância, da técnica, do poder ou do prazer. Que estes deuses dominem o homem e o façam cada vez mais egoísta”. Foi a sexta noite antes do fim.

7. Na sétima noite, o Homem ficou só, cansado e vazio. Não havia nada sobre a face da terra! Um frio e um tremor o envolveram por toda a parte. Só havia ódio, discórdia e morte. Foi o fim do homem. Uma escuridão espantosa tomou conta de tudo.

O mundo já não é mais a maravilha que era na sua origem. Será que eu, que nós, não estamos colaborando para que ele esteja assim?

Quantas vezes ajudamos na sua destruição?

Quantas vezes não demos o devido valor à natureza, aos animais, e, principalmente ao nosso irmão que também é a imagem e semelhança do CRIADOR?

Fotos da Celebração da Renovação das Promessas do Batismo

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